Nutrição esportiva


Postado por Nutricionista Bianca Magnelli

Nutricionista esportivo e as calorias



nutricionista esportivo

O comentário mais comum: “Ah, isso tem calorias!” Como se fossem as calorias as mais cruéis das facínoras desencadeantes da gordura corporal. Inicialmente vamos entender o que representa uma caloria. A caloria é uma unidade de energia. Ex- plicando: esta unidade de calor refere-se à quantidade de energia necessária para elevar em um grau Celsius um grama de água, ou seja, pouquíssima energia. Por isso, quando observar um alimento e nele estiver escrito calorias, significam mil unidades desta pe- quena. Podemos escrever na forma de Cal = Kcal = 1.000 cal, é tudo a mesma coisa.
Vamos voltar ao que interessa. Não basta apenas olhar a quantidade de calorias existente no alimento, é necessário saber qual é o nutriente que fornece essa energia. Ao pegar dois alimentos distintos como pão e chocolate, e igualando as quantidades calóricas, ou seja, 100 kcal de pão e 100 kcal de chocolate, qual dos dois engorda mais? A resposta não está na quantidade de energia e sim na capacidade geradora de gordura no organismo.
O chocolate possui em sua composição grande quantidade de energia na forma de gordura, enquanto o pão é rico em carboidra- tos. Os carboidratos podem ser transformados em gordura, porém a um grande custo energético. Assim, quando o carboidrato é convertido em gordura, consome energia depositada no organismo na forma de gordura.
No final da história, acaba ocorrendo um balanço negativo entre síntese e degradação de gordura. Na prática, os carboidratos são ineficientes na síntese de gordura corporal. Já as gorduras não. Por serem a própria gordura, acabam sendo extremamente eficientes na incorporação em gordura corporal. Estudos recentes demonstram essa eficiência em aproximadamente 98%. Isso quer dizer que, ao consumir 100 g de gordura, esta será convertida em 98 g de gordura no organismo. Não queremos com isso criar “neuroses” quanto ao consumo de gordura, mesmo porque elas possuem funções fundamentais, como transportar vitaminas, produzir hormônios etc., porém chamar a atenção para a composição dos alimentos, e não apenas para a quantidade de energia nele presente.
Ao considerarmos o fato de que um grama de gordura gera nove kcal e um grama de carboidratos apenas quatro kcal, alimentos análogos com menor teor de gordura são menos calóricos por grama e mais recomendados para quem está preocupado com a composição corporal. Vale lembrar que as gorduras (ou lipídeos) de sua dieta são geralmente divididas em dois tipos: visível e invisível. Gorduras visíveis são aquelas óbvias, como manteiga, margarina, óleos de cozinha e gordura das carnes. As gorduras invisíveis (escondidas) são aquelas incorporadas durante o cozimento (por exemplo, em bolos e biscoitos) ou durante a preparação do alimento (como em lingüiças). Emulsões de gordura são utilizadas extensamente em produtos como maionese. Alguns alimentos, como os ovos, tam- bém são ricos em gordura.
O conhecimento da composição dos alimentos é fundamental para o alcance da segurança alimentar no País. Tabelas de com- posição de alimentos são pilares básicos para a educação nutri- cional, o controle da qualidade e a segurança dos alimentos, a avaliação e a adequação da ingestão de nutrientes de indivíduos ou populações. São necessárias também para a rotulagem nutri- cional, a fim de auxiliar consumidores na escolha dos alimentos. Adicionalmente, em um mercado altamente globalizado e compe- titivo, dados sobre composição de alimentos servem para incentivar a comercialização nacional e internacional de alimentos.